Arthur Schopenhauer

 


Schopenhauer defende ainda que o sujeito, ao se relacionar com o mundo à sua volta, deve ser regido por uma ética, fundamentada por ele na noção de compaixão, sem a qual o altruísmo seria impossível e a convivência insuportável. Contudo, o objetivo dessa reflexão consiste numa análise sobre o mundo como vontade e representação, ou seja, como essência e aparência.

O mundo é a representação do sujeito e esse mesmo o conhece e interpreta. Aliás, o ente só é capaz da tomada de consciência graças aos sentidos que possibilitam essa interação e conhecimento. Em outras palavras, o mundo é um fenômeno, é meu fenômeno. Nada existe sem que haja internalização por meio dos sentidos. Portanto, tudo o que existe no mundo depende do sujeito cognoscente. Evidente que o mesmo ente que interpreta o mundo é por ele afetado pois o ser traz consigo a bagagem do meio em que vive, sendo influenciado e influenciando o mesmo meio simultaneamente.

Fonte: Revista Instante, v. 5, n. 1, p. 187 – 204, Jan./Jun., 2023
ISSN: 2674-8819
Departamento de Filosofia, Universidade Estadual da Paraíba

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