A colonização dos Estados Unidos

 



Como os Estados Unidos viraram um país | BBC



Os EUA completam 250 anos — mas como o país surgiu? A história tem início na Espanha, que em 1492 enviou Cristóvão Colombo para encontrar uma nova rota para a Ásia e acabou desencadeando a grande empreitada colonial da Europa nas Américas. Os britânicos entram em cena em 1607, quando começam a ocupar a região que chamaram de Virgínia, e saem em 1776, derrotados em uma guerra contra suas próprias colônias na América do Norte. Entenda um pouco mais sobre elas e sobre essa história no vídeo.


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O Departamento de Estado norte-americano divulgou um vídeo defendendo a “Doutrina Monroe”. O princípio foi usado pela Casa Branca para invadir a Venezuela em janeiro deste ano. A publicação ocorre um dia depois de a China pedir para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio contra as tarifas americanas.



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Colonização dos Estados Unidos

A colonização dos Estados Unidos foi realizada pelos ingleses no que ficou conhecido como Treze Colônias. Literalmente, tratava-se de 13 colônias fundadas por ingleses e que se transformaram nos EUA. Os espanhóis chegaram ao continente americano em 1492, e, no território dos atuais EUA, foram os primeiros europeus a estabelecerem-se.

 

Os pais peregrinos são considerados os fundadores dos EUA.*
Os pais peregrinos são considerados os fundadores dos EUA.*


Os primeiros espanhóis chegaram à Flórida no começo do século XVI, mas a colonização dos EUA foi realizada pelos ingleses. As primeiras tentativas de colonização desses na América do Norte deram-se no reinado de Elizabeth I, que permitiu que Sir Walter Raleigh iniciasse a conquista da região.

Essa tentativa inicial de ocupação fracassou, e o símbolo desse fracasso é o caso da colônia instalada na ilha de Roanoke. Em 1590, chegou a Roanoke uma expedição inglesa, mas a colônia estabelecida lá previamente estava deserta. Acredita-se que nativos tenham atacado-a.

No começo do século XVII, foram estabelecidas novas tentativas de ocupação, e considera-se a fundação da colônia de Virgínia, em 1607, como o ponto de partida da colonização inglesa. Os ingleses realizaram a concessão dos direitos de colonização e exploração para duas empresas privadas, que rapidamente faliram (London Co. e Plymouth Co.).


Um marco importante para os americanos é a chegada dos peregrinos por meio de um navio chamado Mayflower, que, de acordo com eles, trouxe os “pais fundadores”. Um dos principais feriados dos EUA — Dia de Ação de Graças — é em celebração a esse dia realizado pelos pais peregrinos, pela primeira vez, em Massachusetts, no ano de 1621.

O crescimento da colônia foi rápido, e um símbolo disso é o grande crescimento populacional das Treze Colônias. Assim, se em 1620 a população era de 2500 pessoas, um século depois essa tinha ultrapassado os três milhões de habitantes, segundo aponta o historiador Leandro Karnal.|1|

As Treze Colônias desenvolveram-se cada qual com suas características, uma vez que a colonização inglesa foi menos controladora do que a espanhola e a portuguesa. Com essa maior autonomia, foi possibilitado às Treze Colônias a promoção do seu desenvolvimento da forma como achavam melhor.

Essas foram agrupadas em dois grupos, dependendo de suas características. Esses grupos eram as colônias do Sul e colônias do Norte. Explicamos brevemente as características de cada um deles a seguir:

  • Colônias do Norte: apresentavam clima temperado, parecido com o encontrado na Inglaterra e, por isso, a agricultura não era muito rentável. A produção agrícola baseava-se na policultura e era voltada para atender as necessidades de consumo interno. O trabalho preponderante nessa região era o trabalho livre e familiar, outras atividades econômicas de destaque eram a manufatura, a produção de navios e a pesca, e o mercado triangular era importante para a economia local.

  • Colônias do Sul: seu clima e solo permitiam que a agricultura fosse realizada em grande escala e voltada para a exportação. Os produtos de maior destaque eram o tabaco e o algodão, produzidos em grandes propriedades conhecidas como plantations. A forma de trabalho preponderante foi a do trabalho escravo realizado pelos africanos.

Independência dos Estados Unidos

Na Revolução Americana, os colonos lutaram contra a Inglaterra pela sua independência.
Na Revolução Americana, os colonos lutaram contra a Inglaterra pela sua independência.


A independência dos Estados Unidos foi declarada no dia 4 de julho de 1776, e esse acontecimento também é conhecido como Revolução Americana. A independência dos Estados Unidos foi resultado do desgaste da relação entre metrópole e colônia e resultou no fim do vínculo colonial que existia entre a Inglaterra e as Treze Colônias.

Os Estados Unidos surgiram em um modelo republicano e federalista, tendo nos ideais iluministas a sua grande referência. Esses ideais fizeram os colonos defenderem as liberdades individuais e o livre comércio, por exemplo. Apesar disso, a independência americana foi conduzida pela elite colonial, que estava irritada com a postura da metrópole.

O processo de independência dos Estados Unidos teve como ponto de partida a divergência de interesses entre colonos e metrópole. Isso porque a postura da Inglaterra em relação a sua colônia alterou-se drasticamente, sobretudo porque esta foi vista como fonte que financiaria o desenvolvimento do processo industrial em curso daquela.

Isso resultou no aumento de impostos para os colonos, e foi isso que ocasionou crescimento do sentimento de oposição dos colonos em relação à Inglaterra. Algumas das leis decretadas por esse país, a partir da década de 1760, foram:

  • Lei do Açúcar

  • Lei do Selo

  • Lei da Hospedagem

  • Atos Townshend

  • Essas leis decretavam, por exemplo, o aumento nos impostos de produtos como açúcar, vinho, café, vidros, chá, entre outros; tornavam obrigatório que um selo pago estivesse em qualquer tipo de documento emitido na colônia; e determinavam que os colonos arcassem com os custos de abrigar os soldados estabelecidos nas Treze Colônias.

    A última determinação da Inglaterra que deu início ao processo de independência foi a Lei do Chá, a qual estipulava o monopólio da venda de chá para uma empresa inglesa. Essa lei revoltou os colonos e levou a uma revolta conhecida como Festa do Chá de Boston. Nesse acontecimento, colonos, disfarçados de índios, invadiram o porto de Boston e jogaram 340 caixas de chá no mar.

    A ação da metrópole em represália foi dura e ficou conhecida como Leis Intoleráveis. Isso levou os colonos a reunirem-se no Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, no qual foi emitido um documento que protestava contra as medidas do rei inglês. Logo depois, iniciaram-se os primeiros conflitos entre colonos e ingleses e foi organizado o Segundo Congresso Continental da Filadélfia.

    Em seguida foi emitida a Declaração de Independência dos Estados Unidos, o que resultou em uma guerra contra os ingleses que se estendeu até 1781 e foi concluída com a vitória dos colonos e a ratificação da independência americana. Os vencedores escolheram o branco, vermelho e azul como cores da bandeira e a águia como símbolo do novo país.

    Mapa Mental: Revolução Americana

    Mapa Mental: Revolução Americana

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    Estados Unidos no século XIX

    A reorganização do novo país não foi fácil, sobretudo politicamente. Além disso, o processo de crescimento econômico e territorial dos Estados Unidos foi realizado às custas da exploração do trabalho escravo dos africanos, levados para lá por meio do tráfico negreiro, e dos indígenas, que foram expulsos de suas terras à força.

    Primeiro acontecimento de destaque do século XIX é a marcha para o oeste, nome que se dá para o processo de expansão territorial americano. Esse processo aconteceu por meio da compra de territórios: Luisiana, dos franceses (1803), Flórida, dos espanhóis (1819), e Alasca, dos russos (1867).

    Outros territórios foram obtidos por meio de uma guerra contra o México, conhecida como Guerra Mexicano-Americana, que aconteceu entre 1846 e 1848, devido a desentendimentos entre os dois países por questões territoriais. O México foi compensado financeiramente pelas suas perdas territoriais, que chegaram a cerca de 40% do seu território inicial.

    • Guerra de Secessão

    Na Guerra de Secessão, Norte e Sul dos Estados Unidos lutaram em um conflito que levou 600 mil pessoas à morte.**
    Na Guerra de Secessão, Norte e Sul dos Estados Unidos lutaram em um conflito que levou 600 mil pessoas à morte.**

    A Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi um dos acontecimentos mais marcantes da história americana, aconteceu entre 1861 e 1865 e resultou na morte de 600 mil pessoas. Esse conflito armado teve como grande causa a questão do trabalho escravo e sua utilização nos novos territórios conquistados a Oeste.

    Como mencionado, o Norte dos EUA desenvolveu-se baseado na manufatura, na agricultura familiar e no trabalho livre, enquanto o Sul desenvolveu-se baseado no plantation, na monocultura e no trabalho escravo africano. Com a independência, essas diferenças aprofundaram-se e cada região do país tinha opinião distinta a respeito dos motivos para o conflito em questão.

    Os sulistas defendiam a expansão do trabalho escravo para os novos territórios enquanto os nortistas eram contrários a isso. Essa divisão alcançou a disputa presidencial, e quando Abraham Lincoln foi eleito presidente, em 1860, os sulistas ficaram extremamente insatisfeitos. No ano seguinte, declararam a sua secessão (separação dos EUA).

    A separação dos sulistas em relação à União foi o fator que levou ao início do conflito mais sangrento da história dos EUA. Esses organizaram-se nos Estados Confederados da América e, ao longo de quatro anos de conflito, foram derrotados, reintegrados à União e tiveram de aceitar a abolição da escravidão por meio da 13ª Emenda Constitucional.

    Depois da Guerra de Secessão, os Estados Unidos promoveram a chamada Reconstrução do Sul dos Estados Unidos, destruído completamente após a guerra. A reconstrução do Sul e o novo status conquistado pelos afro-americanos levaram a uma resposta da sociedade sulista, altamente racista.

    Assim, uma série de leis (conhecidas como Leis Jim Crow) restringindo os direitos civis dos afro-americanos no sul dos EUA foi aprovada, e grupos terroristas que assassinavam negros, como a Ku Klux Klan, surgiram.

    Estados Unidos no século XX

    No começo do século XX, os Estados Unidos transformaram-se na maior potência econômica do mundo. Na virada do século XIX para o XX, a industrialização do país aconteceu em uma velocidade elevadíssima, e a população do país aumentou consideravelmente com a entrada de milhões de imigrantes.



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