A polis e a democracia no Mundo Grego
A polis e a democracia no Mundo Grego: Uma história em 5 minutos
A formação da pólis grega
No desenvolvimento da civilização grega, notamos que vários estudiosos destacam o surgimento da pólis como uma das mais importantes experiências desenvolvidas em toda a Antiguidade. Em sua compreensão mais simples, a pólis corresponde às diversas Cidades-Estado que se formaram no território grego entre o final do Período Homérico e o desenvolvimento do Período Arcaico. Contudo, como foi possível que esse tipo de organização social e política existisse?
A princípio, o Período Homérico (XII a.C. – VIII a.C.) ficou conhecido pela formação das chamadas comunidades gentílicas. Estas consistiam em pequenas unidades agrícolas autossuficientes, nas quais todas as riquezas eram produzidas de forma coletiva. À frente desse grupo tínhamos o pater, uma espécie de patriarca que determinava a organização das ações administrativas, judiciárias e religiosas a serem desempenhadas por todos que compartilhavam aquele mesmo espaço.
Com o passar do tempo, a falta de terras e o uso de técnicas de plantio pouco avançadas estabeleceram um crescimento populacional maior que a produção agrícola das comunidades gentílicas. Desse modo, a caráter coletivo dos genos foi perdendo espaço para outro tipo de configuração social. Paulatinamente, os membros mais próximos ao pater passaram a integrar uma restrita classe de proprietários de terras que eram subordinados aos outros integrantes da comunidade.
Nesse novo momento, os parentes mais próximos do pater se transformaram nos integrantes da classe dos Eupátridas, termo grego que significava o mesmo que “bem-nascido”. Logo em seguida, temos os Georgoi (“agricultores”), que formavam a classe de pequenos proprietários de terras ainda existentes. Por fim, no estrato mais baixo dessa formação social, estavam os Thetas (“marginais”), que não tinham qualquer tipo de propriedade agrícola.
Mais do que controlar a posse da terra, os Eupátridas também organizaram os instrumentos e instituições responsáveis pelas decisões políticas, as manifestações religiosas e todas as outras manifestações que reafirmassem o poder dessa classe dirigente. Temos de tal modo, a organização de uma aristocracia que se organizava a partir da maior riqueza daqueles tempos: a terra.
Na medida em que a propriedade da terra estabelecia disputas de poder, vemos que alguns genos passaram a se mobilizar em defesa de seus territórios. Tínhamos assim, a formação das fratrias, que eram formadas como meio de preservação das terras. Com o passar do tempo, as fratrias também se uniriam coletivamente para a organização das tribos, que também desempenhavam – em uma escala mais ampla – a defesa das terras dos genos pertencentes a uma determinada região.
A partir do momento que as demandas políticas dessas comunidades se tornavam cada vez mais recorrentes, vemos que essas associações de cunho militar passar a ter outro significado. O agrupamento das tribos e a influência dos Eupátridas determinaram a formação das primeiras Cidades-Estado, ou seja, as pólis gregas. Em muitas dessas pólis, vemos que a povoação se desenvolvia em torno da acrópole. Situada no ponto mais alto da cidade, esse espaço congregava os palácios e templos de uma pólis.
Por meio da criação da pólis, não determinamos somente o estabelecimento de uma aristocracia responsável pelo destino político de toda uma população. Sob o ponto de vista histórico, a formação das pólis instituiu um espaço em que diferentes formas de organização políticas foram criadas e desenvolvidas. Ao racionalizar a vida em sociedade, a pólis abre caminho para outros tipos de experiência política.
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Ágora
O termo ágora tem origem na língua grega e significa “espaço aberto para reunião”; no início da história da Grécia, designava a área de uma cidade onde os cidadãos nascidos livres podiam se reunir para ouvir anúncios cívicos, organizar campanhas militares ou discutir política. Posteriormente, o termo passou a designar o mercado ao ar livre da cidade.
A Ágora de Atenas é a mais conhecida, embora o termo tenha sido usado em outras cidades-estado para identificar espaços públicos onde se discutiam os eventos do dia, os mercadores montavam suas tendas e os artesãos vendiam seus produtos. Assim, ágora é também entendida como a reunião de pessoas, bem como onde elas se reúnem. A Ágora de Atenas era localizada abaixo da Acrópole, próxima à construção hoje conhecida como Theseion (o Templo de Hefesto), e, até hoje, existem mercados ao ar livre na mesma localização. O local é frequentemente referenciado como berço da democracia, uma vez que foi ali que discussões e debates políticos deram origem ao conceito.
A Ágora ateniense serviu de palco para filósofos posteriores a Sócrates, como Diógenes de Sinope (c. 404-323 a.C.), que na verdade vivia nas ruas, Crates de Tebas (c. 360-280 a.C.) e sua esposa Hipárquia de Maroneia (c. 350-280 a.C.), que faziam o mesmo, e São Paulo (c. 5-64 d.C.), que pregou no Areópago. De acordo com o livro bíblico dos Atos dos Apóstolos (17:16-33), foi na Ágora ateniense que Paulo encontrou os estoicos e os epicuristas e, ali, pregou a eles a boa nova do evangelho de Jesus Cristo.
A Ágora continuou como importante local de comércio, debate público e vida social durante o início do período romano, mas foi destruída em 267 pelos hérulos germânicos e em 396 pelos visigodos. No século 7°, algumas construções – como o Templo de Hefesto – foram convertidas em igrejas e, por isso, preservadas. O local foi oficialmente reconhecido pela sua importância histórica no século 19, e restaurações de algumas de suas partes tiveram início no século 2°, com destaque para a reconstrução da Estoa de Átalo, que hoje abriga um museu. Nos dias atuais, a área ao redor da antiga Ágora de Atenas continua a ser local de encontro para debates públicos, comércio e protestos do mesmo modo que antigamente, e tem havido esforços para preservá-la como importante local histórico.
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