Imperialismo e Neocolonialismo

Neocolonialismo
Neocolonialismo foi o processo de dominação de territórios na África, Ásia e América Latina pelos principais países capitalistas, ocorrido entre a metade do século XIX e início do XX.
Esse processo buscava principalmente a obtenção de mercados consumidores e matérias-primas para os países industrializados. Como consequência, a disputa por áreas coloniais intensificou a rivalidade entre as potências europeias e resultou em exploração, violações de direitos e conflitos nas áreas dominadas.
O neocolonialismo também é conhecido como Imperialismo do século XIX.
Contexto histórico e causas do neocolonialismo
Ao longo do século XIX, as principais nações europeias e os EUA passaram por um processo acelerado de industrialização.
O avanço tecnológico, o uso do petróleo como novo combustível e a difusão da eletricidade favoreceram o rápido crescimento industrial, caracterizando o que é conhecido como a Segunda Revolução Industrial.
Nessa época, a Inglaterra, a Bélgica, a França, os Estados Unidos e a Alemanha se destacam como principais centros industriais neocoloniais.
Para continuar o desenvolvimento econômico e abastecer suas economias, era necessário que os países buscassem fontes abundantes de matérias-primas e mercados consumidores para seus produtos industrializados.
Desta forma, os países europeus buscaram garantir a dominação em territórios de outros continentes, sobretudo na África e na Ásia. Já os Estados Unidos teve como principal foco a manutenção de sua influência na América Latina.
Foi em meio a esse contexto histórico que surgiram os maiores conglomerados econômicos, como os trustes, cartéis e holdings.
TEXTO II Neocolonialismo - https://www.todamateria.com.br/
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IMPERIALISMO E NEOCOLONIALISMO - Historiando - Youtube - TEXTO III
A Etiópia venceu a Itália
Esse apagamento não é acidental: ele faz parte de uma narrativa que, por séculos, colocou a Europa como centro da história mundial e relegou o continente africano a um papel secundário.
Resgatar heróis e eventos africanos não é apenas uma questão de justiça histórica, mas também um passo fundamental para a construção da autoestima e identidade das populações africanas e de sua diáspora ao redor do mundo.
A guerra
Um desses eventos que merece destaque é a vitória da Etiópia sobre a Itália na Primeira Guerra Ítalo-Etíope, um episódio de resistência e bravura que desafiou o colonialismo europeu
No final do século XIX, a “Corrida pela África” estava em seu auge. As potências europeias, reunidas na Conferência de Berlim, definiram as regras para a partilha do continente, visando expandir seus impérios coloniais.
Poucos países africanos permaneceram independentes, entre eles a Etiópia, um reino com uma longa história e uma forte identidade nacional. Sob o comando do imperador Menelik II, a Etiópia resistiu às investidas europeias e consolidou sua posição como um bastião da independência africana.
A Itália, recém-unificada, buscava expandir seu domínio colonial e encontrou no Chifre da África um alvo estratégico. O Tratado de Ucciali, assinado em 1889 entre Itália e Etiópia, tornou-se o estopim do conflito.
Enquanto os italianos interpretavam o acordo como um reconhecimento da Etiópia como seu protetorado, Menelik II rejeitou essa interpretação, defendendo a soberania do país
Quando as tensões se intensificaram, a Itália decidiu lançar uma invasão, confiando que suas tropas superiores em tecnologia e estratégia conseguiriam subjugar os etíopes. O que se seguiu, no entanto, foi uma das derrotas mais humilhantes da história do colonialismo europeu.
A batalha decisiva ocorreu em 1º de março de 1896, em Adwa. O exército etíope, numericamente superior e bem preparado, usou sua inteligência estratégica e conhecimento do terreno para derrotar os italianos. Menelik II, ao lado de sua esposa, a imperatriz Taytu Betul, liderou as tropas com habilidade e determinação.
Taytu desempenhou um papel crucial, não apenas na organização logística do exército, mas também na liderança de tropas femininas que participaram ativamente do combate. A vitória etíope foi avassaladora: milhares de soldados italianos foram mortos ou capturados, e a derrota forçou a Itália a reconhecer a independência da Etiópia.
A Batalha de Adwa A Liberdade da Etiópia - Youtube
Humilhação nacional
A vitória em Adwa teve repercussões imensas. Para a Itália, foi uma humilhação nacional que levou à queda do governo. Para a África, foi um símbolo poderoso de resistência e um lembrete de que a dominação europeia não era inevitável.
A Etiópia tornou-se um farol de esperança para os movimentos anticoloniais que surgiriam nas décadas seguintes. No entanto, apesar de sua importância, essa história segue subestimada fora da África.
Enquanto eventos como a Batalha de Waterloo ou a Segunda Guerra Mundial são amplamente estudados e lembrados, a resistência etíope ao colonialismo ainda recebe pouca atenção nos livros de história
Reconhecer e celebrar a vitória etíope contra a Itália não é apenas um ato de resgate histórico, mas um passo necessário para construir uma visão mais equilibrada da história mundial. A resistência africana ao colonialismo não foi feita apenas de derrotas e opressão; houve também triunfos e lideranças excepcionais, como a de Menelik II e Taytu Betul.
Contar essas histórias é essencial para desafiar narrativas eurocêntricas e fortalecer a identidade de milhões de pessoas que descendem de povos que resistiram e venceram. A Etiópia venceu a Itália – e o mundo precisa falar mais sobre isso. TEXTO IV - https://aventurasnahistoria.com.br/
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Brasil rejeita proposta dos EUA em terras raras e quer evitar ser fornecedor de matéria prima
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não irá aceitar a proposta dos EUA no setor de terras raras para a criação de uma reserva de mercado aos americanos. A avaliação é de que o projeto submetido nesta semana limita a autonomia do país na administração e destino dos minérios e perpetua uma assimetria no setor considerado como estratégico.
Nesta semana, o governo Trump apresentou a cerca de 50 países a ideia do lançamento de uma aliança para conter o peso da China no setor de terras raras e criar um mercado preferencial entre fornecedores e o mercado americano.
O ICL Notícias revelou com exclusividade o rascunho da proposta apresentada por Washington e que foi enviada ao Brasil.
Em resumo, a Casa Branca queria um compromisso dos governos para que as reservas no Brasil e em outros locais sejam preservadas para o consumo dos EUA.
Um segundo aspecto é a garantia de que esses países, inclusive o Brasil, não privilegiem o comércio com a China.
A Argentina aceitou, assim como outros 13 países. Mas, para o governo brasileiro, tal proposta “não faz sentido”. O que Brasília quer saber é o que os EUA têm a oferecer e insiste que “não está desesperado”.
O governo considera que é o Brasil que tem os minerais cobiçados pelos EUA e que quer evitar uma relação assimétrica na qual o país se limitaria a ser um vendedor de matéria prima.
Para o Palácio do Planalto, a aposta é que o setor de minérios será tão estratégico que os investidores vão buscar um equilíbrio para também atender às demandas do país onde estão as reservas.
Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.
Segundo o pacto:
Os participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].
Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:
Os participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.
Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.
“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.
Opção bilateral
O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas desde que não seja nessas bases. O governo ainda não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.
Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.
Sem a possibilidade de aceitar o pacote apresentado nesta semana, o Itamaraty quer apostar num acordo bilateral.
Nesse aspecto, a ideia é a de criar uma situação na qual os americanos poderiam investir, processar e comprar os frutos do processamento. E não apenas levar os minérios e, depois, revender ao Brasil tecnologia.
O Brasil ainda quer manter seu direito de colocar barreiras para impedir a exportação de minérios.
No acordo comercial entre o Mercosul e a UE, por exemplo, o bloco sul-americano se reservou o direito de impor taxas para evitar o fluxo para fora do país, caso considere necessário e estratégico para a política industrial.
Acordo com Índia
Enquanto negocia com os EUA, o governo brasileiro costura um acordo no setor de terras raras com a Índia. O pacto pode ser assinado durante a visita do presidente Lula ao país asiático, na próxima semana.
TEXTO V - https://iclnoticias.com.br/
Conexão Conceitual Interdisciplinar
O Positivismo é uma corrente filosófica que surgiu na França no início do século XIX.
Ela defende a ideia de que o conhecimento científico seria a única forma de conhecimento verdadeiro.
A partir desse saber, pode-se explicar coisas práticas como das leis da física, das relações sociais e da ética.
É notável, no positivismo, duas orientações:
- a orientação científica, que busca efetivar uma divisão das ciências;
- a orientação psicológica, uma linha teórica da sociologia, a qual investiga toda a natureza humana verificável.
A corrente positivista promove o culto à ciência, o mundo humano e o materialismo em detrimento da metafísica e do mundo espiritual.
Conexão Conceitual Interdisciplinar
Darwinismo Social
Darwinismo social é a teoria da evolução da sociedade. Recebe esse nome uma vez que se baseia no Darwinismo, que é a teoria da evolução desenvolvida por Charles Darwin (1808-1882), no século XIX.
Este estudo social foi desenvolvido entre os séculos XIX e XX pelo filósofo inglês Herbert Spencer (1820-1903), que antes de Darwin pensou no tema da evolução.
Significado de Darwinismo
O darwinismo social acredita na premissa da existência de sociedades superiores às outras.
Nessa condição, as que se sobressaem física e intelectualmente devem e acabam por se tornar as governantes.
Por outro lado, as outras - menos aptas - deixariam de existir porque não eram capazes de acompanhar a linha evolutiva da sociedade.
Assim, elas entrariam em extinção acompanhando o princípio de seleção natural da Teoria da Evolução. TEXTO VI - Fonte: Toda Matéria.
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CONEXÃO INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O IMPERIALISMO: A EXPANSÃO DO PODER APÓS A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - Youtube.
O IMPERIALISMO: A EXPANSÃO DO PODER APÓS A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A Revolução Industrial transformou o mundo de uma forma que ninguém poderia imaginar. As máquinas aumentaram a produção, as fábricas cresceram e as economias europeias passaram a produzir em grande escala. Porém, esse crescimento trouxe um novo problema. As indústrias precisavam cada vez mais de matérias-primas e também de novos mercados para vender seus produtos. Foi nesse cenário que surgiu uma nova fase da expansão global conhecida como imperialismo.
TEXTO VII - Youtube
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PESQUISA TEMÁTICA PARA APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIOS EM GRUPO
1- Pesquise, estude e explique como seu deu o imperialismo dos Estados Unidos contra o Panamá e Cuba? Quais as consequências destas intervenções até os dias atuais?
2- Pesquise, estude e explique como seu o imperialismo francês em Burkina Faso? Quais as consequências econômicas, socias, culturais e políticas ao longo da história para o país? Como Burkina Faso vem enfrentando o imperialismo na atualidade?
3- Pesquise, estude e explique como seu o imperialismo Inglês na Índia? Quem liderou o processo de independência da Índia? Como a Índia aponta no cenário geopolítico atual?
4- Pesquise, estude e explique como seu o imperialismo na China? Explique sobre a Guerra do Ópio e o Tratado de Nanquim
5- Pesquise, estude e explique como seu o imperialismo na África do Sul? Como o povo Sul-africano reagiu a dominação colonial e ao apartheid? Quem foi Nelson Mandela que papel teve na luta anticolonial ?
6- Pesquise, estude e explique como seu o imperialismo da Alemanha na Namíbia? Qual a justificativa alemã para a ocupação e destruição da população nativa africana? Quais as proporções dos experimentos científicos realizados?
7- Pesquise, estude e explique de que forma os Estados Unidos influenciaram e interfere na política, economia, cultura e autonomia do Brasil? Como os governo de direita e esquerda se comportam diante os interesses americanos no Brasil?
8- Pesquise, estude e explique quais as consequências do Imperialismo para história da humanidade no século XX. Que fatos históricos serão evidenciados ?

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