Consciência Negra

 









Mês da consciência negra! No mês da Consciência Negra, Sueli Carneiro, filósofa, ativista e escritora, aponta a realidade da população negra, sobretudo às mulheres e os jovens. Fala sobre um cenário em que o racismo reforça o processo de inferiorização e estigmatização dessas pessoas. Sueli lembra ainda da importância do 20 de novembro para a população negra, que passa ter a possibilidade de conhecer e reconhecer seus heróis e sua história. Os processos da consciência racial, tocado por várias frente do movimento negro, tem como intenção a conservação da memória e do patrimônio dos negros no País. Participante: Sueli Carneiro - Filósofa, escritora, ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro e fundadora e atual diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra.



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Zumbi

Uma das personalidades mais importante da nossa história é o líder da resistência negra Zumbi dos Palmares, que nasceu no Quilombo dos Palmares (região de Alagoas). 


No Quilombo, que foi um verdadeiro centro de luta contra a escravidão, chegaram a viver cerca de trinta mil pessoas, homens e mulheres escravizadas que escaparam dos seus senhores e outras pessoas marginalizadas na sociedade colonial.

Durante aproximadamente dezoito anos, Zumbi defendeu o Quilombo contra capitães do mato e governantes que queriam destruir a comunidade.

A morte de Zumbi foi trágica: denunciado por um dos companheiros, foi capturado, morto e degolado. Sua cabeça ficou exposta em praça pública para desencorajar outros escravizados e escravizadas de se rebelarem.

O Dia da Consciência Negra (22 de novembro) - dia do assassinato brutal de Zumbi - é uma importante data que relembra e fortalece a luta e a força do povo negro no Brasil.

Descubra a biografia completa de Zumbi dos Palmares.


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Letras
Racistas otários nos deixem em pazPois as famílias pobres não aguentam maisPois todos sabem e elas tememA indiferença por gente carente que se tem
E eles vêemCom toda autoridade o preconceito eternoE de repente o nosso espaço se transformaNum verdadeiro inferno e reclamar direitos
De que forma?Se somos meros cidadãos e eles o sistemaE a nossa desinformação é o maior problemaMas mesmo assim enfim, queremos ser iguaisRacistas otários nos deixem em paz
Racistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em paz
JustiçaEm nome disse eles são pagosMas a noção que se temÉ limitada e eu sei, que a leiÉ implacável com os oprimidosTornam bandidos os que eram pessoas de bem
Pois já é tão claro que é mais fácil dizerQue eles são os certos e o culpado é vocêSe existe ou não a culpaNinguém se preocupaPois em todo caso haverá sempre uma desculpa
O abuso é demais, pra eles tanto fazNão passará de simples fotos nos jornaisPois gente negra e carenteNão muito influenteE pouco frequente nas colunas sociais
Então eu digo meu rapazEsteja constante ou abrirão o seu bolsoE jogarão um flagrante num presídio qualquerSerá um irmão a maisRacistas otários nos deixem em paz
Racistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em pazPois a lei é surda, cega e mal interpretada
Então a velha história outra vez se repetePor um sistema falidoComo marionetes nós somos movidosE há muito tempo tem sido assimNos empurram à incerteza e ao crime enfim
Porque aí certamente estão se preparandoCom carros e armas nos esperandoE os poderosos me seguros observandoO rotineiro Holocausto urbano
O sistema é racista, cruelLevam cada vez maisIrmãos aos bancos dos réusOs sociólogos preferem ser imparciaisE dizem ser financeiro o nosso dilema
Mas se analizarmos bem mais você descobreQue negro e branco pobre se parecemMas não são iguaisCrianças vão nascendoEm condições bem precáriasSe desenvolvendo sem a paz necessária
São filhos de pais sofridosE por esse mesmo motivoNível de informação é um tanto reduzidoNão... É um absurdoSão pessoas assim que se fodem com tudoE que no dia a dia vive tensa e insegura
E sofre as covardias humilhações torturasA conclusão é sua KL JaySe julgam homens da lei, mas a respeito eu não seiPorém direi para vocês irmãosNossos motivos pra lutar ainda são os mesmosO preconceito e desprezo ainda são iguaisNós somos negros também temos nossos ideaisRacistas otários nos deixem em paz
Racistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em pazRacistas otários nos deixem em paz
Os poderosos são covardes desleaisEspancam negros nas ruas por motivos banaisE nossos ancestraisPor igualdade lutaramSe rebelaram morreramE hoje o que fazemos
Assistimos a tudo de braços cruzadosAté parece que nem somos nós os prejudicadosEnquanto você sossegado foge da questãoEles circulam na rua com uma descrição
Que é parecida com a suaCabelo, cor e feiçãoSerá que eles vêem em nósUm marginal padrão
50 anos agoras se completamDa lei anti-racismo na constituiçãoInfalível na teoria, inútil no dia a diaEntão que fodam-se eles com sua demagogia
No meu pais o preconceito é eficazTe cumprimentam na frenteE te dão um tiro por trásO Brasil é um pais de clima tropicalOnde as raças se misturam naturalmenteE não há preconceito racial
Nossos motivos pra lutar ainda são os mesmosO preconceito e o desprezo ainda são iguaisNós somos negros também temos nossos ideaisRacistas otários nos deixem em paz
Fonte: Musixmatch
Compositores: Pedro Paulo Soares Pereira / Kleber Geraldo Lelis Simões
Letra de Racistas otários © Cosa Nostra Fonografica Ltda-me



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