Cordel / J. Borges
Características da literatura de cordel
É interessante destacar que a literatura de cordel tem origem estrangeira, uma vez que veio de Portugal, entretanto, quando chegou ao Brasil, passou por algumas mudanças para poder se enquadrar com as regionalidades daqui e com o dia a dia de quem consumia a poesia e a produzia em terras nacionais.

Ao falarmos do cordel enquanto literatura, podemos imaginar livros, porém não são: o cordel tem sua forma tradicional em folhetos, que seria 1/4 de uma folha de papel A4. Apesar de ter escrituras nos folhetos de cordel, não é uma poesia que se lê, é a poesia que se fala!
Literatura de cordel
A história desse gênero passa obrigatoriamente por Portugal, no século 16, quando os romances em versos contados oralmente pelos trovadores passaram a ser impressos. Os textos são acompanhados de ilustrações feitas em xilogravura, técnica de criar imagens em relevo na madeira. No Brasil, os cordelistas se propagaram no Nordeste e trazem uma temática própria da região e de sua história, como o livreto “A Guerra de Canudos”, de João Melquíades Ferreira da Silva, e “A Chegada de Lampião no Inferno”, de Rodolfo Coelho Cavalcante
Reportagem no Jornal Hoje na Rede Globo. Artista une xilogravura e literatura de cordel e ganha renome internacional. J.Borges une essas duas técnicas e é reconhecido no mundo inteiro. No sertão do Nordeste, artista aprendeu sozinho a fazer xilogravura

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