O Brasil dos Holandeses e o governo de Maurício de Nassau
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O Expedições volta no tempo e mergulha em um período importante do Brasil Colônia, o "Brasil dos Holandeses". O domínio holandês no Nordeste brasileiro mudou a história da região e deixou um precioso legado cultural para o país. A primeira invasão holandesa ao Brasil ocorreu em 1624, com a conquista de Salvador, capital administrativa da Colônia, na capitania da Bahia. A ocupação durou apenas um ano, porque a Espanha, aliada a Portugal, enviou uma poderosa armada para expulsar os invasores. Quatro anos mais tarde, os holandeses atacaram a capitania de Pernambuco, estabelecendo-se em 1630, em Olinda e Recife. Iniciaram, então, a conquista do Nordeste brasileiro. De 1637 a 1644, a administração do Conde Maurício de Nassau transformou a vida na capitania de Pernambuco ao criar um núcleo urbano, cultural, científico e comercial, em Recife: a cidade Maurícia. Além de dinamizar a economia, Nassau trouxe artistas e cientistas para estudar as potencialidades das terras brasileiras. Para contar toda essa aventura, que termina em 1654, com a assinatura da rendição holandesa, Paula Saldanha entrevista os pesquisadores Hugo Coelho, Leonardo Dantas e o autor Pedro Correa do Lago. A equipe do Expedições documenta uma vasta coleção de quadros do Brasil Colônia/Império, no Instituto Ricardo Brennand, inclusive. E, principalmente, obras de Frans Post e Albert Eckhout. Embarque nesse período da história brasileira que deixou fortes influências culturais na região Nordeste do país! Livre Apresentação Paula Saldanha Produção RW Cine.
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Colonização holandesa

Após conseguirem consolidar seu projeto de conquista e ocupação do território colonial brasileiro, os holandeses passaram a tomar medidas que viabilizassem o alcance de seus objetivos de natureza econômica. Para tanto, contaram os membros da Companhia das Índias Ocidentais e resolveram convocar o conde João Maurício de Nassau para tomar as primeiras ações administrativas no espaço conquistado. Entre os anos de 1637 e 1644, a política colonial holandesa no Brasil esteve sob a tutela deste nobre.
Ao chegar às terras brasileiras, Nassau encontrou a produção açucareira completamente organizada e carente de diversas medidas que atendessem a demanda dos senhores de engenho. O estado desolador primeiramente observado foi consequência dos conflitos desenvolvidos no processo de invasão. Tal fato acabou motivando a fuga de vários proprietários para a Bahia, a fuga de inúmeros escravos e a destruição de várias unidades produtivas.
Dessa forma, boa parte das medidas empreendidas por Maurício de Nassau buscou a normalização da produção açucareira nordestina. Para que isso fosse possível, o administrador holandês concedeu crédito para que vários produtores pudessem reconstruir os engenhos e preparar novas lavouras de cana-de-açúcar. Além disso, convidou diversos representantes da elite local para participar dos órgãos administrativos e reaqueceu o fornecimento de escravos africanos na região.
Sob o aspecto militar, Nassau organizou uma investida que garantiu o controle sobre a província das Alagoas e tentou, em um segundo momento, ocupar a cidade de Salvador. Paralelamente, buscou superar as rotineiras crises de abastecimento ao obrigar os proprietários de terra a plantarem mandioca em uma quantidade proporcional ao número de pessoas que habitavam o engenho. Contudo, não podemos limitar o papel desempenhado por Nassau às esferas econômica e militar.
Preocupado em ter seu governo legitimado pelos colonos que estavam sob o seu domínio, Maurício de Nassau capitaneou um expressivo projeto de reforma urbanística. Instituiu a modernização do espaço urbano da cidade de Recife com a realização de várias construções de fundamental importância. De fato, a transformação daquele espaço foi acompanhada por várias outras medidas que demonstravam uma sensível diferença em relação à antiga administração lusitana.
Os holandeses permitiram que o comércio fosse livremente realizado naquelas regiões que tivessem recebido financiamento para a construção de engenhos. Com relação à prática religiosa, permitiram que qualquer tipo de crença fosse livremente exercido. Em consequência a tal política, foi nessa época que a primeira sinagoga judaica foi construída no território colonial americano, na cidade de Recife.
Outra interessante medida adotada pela política empregada por Maurício de Nassau envolveu a organização de missões artísticas e científicas que deveriam catalogar e registrar o espaço dominado pela Holanda. Nomes de grande expressão do cenário artístico-científico europeu, como Georg Marggraf, Frans Post e Albert Eckhout, realizaram um amplo leque de registros da fauna e da flora regionais.
Somente em 1642, momento em que a União Ibérica já havia chegado ao seu fim e a relação entre os colonos e holandeses se mostrava desgastada, esse período ímpar do Brasil Colônia chegou ao fim. Para que os holandeses saíssem do nordeste brasileiro foi necessária a deflagração de vários choques militares e uma série de negociações diplomáticas entre Holanda e Portugal.
Por Rainer Sousa
Mestre em História.
Maurício de Nassau - Show Da História - Canal Futura - B - YouTube
Nesse papo todo sobre a colonização, não podemos deixar de falar dos outros países europeus que ocuparam o Brasil! No 3º episódio, o convidado Maurício de Nassau fala sobre as ocupações holandesas no Nordeste.
EXERCÍCIO INVASÃO HOLANDESA
1- Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:
a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.
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