O Brasil dos Holandeses e o governo de Maurício de Nassau

 


Brasil dos Holandeses - Expedições - TV Brasil - Youtube.

O Expedições volta no tempo e mergulha em um período importante do Brasil Colônia, o "Brasil dos Holandeses". O domínio holandês no Nordeste brasileiro mudou a história da região e deixou um precioso legado cultural para o país. A primeira invasão holandesa ao Brasil ocorreu em 1624, com a conquista de Salvador, capital administrativa da Colônia, na capitania da Bahia. A ocupação durou apenas um ano, porque a Espanha, aliada a Portugal, enviou uma poderosa armada para expulsar os invasores. Quatro anos mais tarde, os holandeses atacaram a capitania de Pernambuco, estabelecendo-se em 1630, em Olinda e Recife. Iniciaram, então, a conquista do Nordeste brasileiro. De 1637 a 1644, a administração do Conde Maurício de Nassau transformou a vida na capitania de Pernambuco ao criar um núcleo urbano, cultural, científico e comercial, em Recife: a cidade Maurícia. Além de dinamizar a economia, Nassau trouxe artistas e cientistas para estudar as potencialidades das terras brasileiras. Para contar toda essa aventura, que termina em 1654, com a assinatura da rendição holandesa, Paula Saldanha entrevista os pesquisadores Hugo Coelho, Leonardo Dantas e o autor Pedro Correa do Lago. A equipe do Expedições documenta uma vasta coleção de quadros do Brasil Colônia/Império, no Instituto Ricardo Brennand, inclusive. E, principalmente, obras de Frans Post e Albert Eckhout. Embarque nesse período da história brasileira que deixou fortes influências culturais na região Nordeste do país! Livre Apresentação Paula Saldanha Produção RW Cine.

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Colonização holandesa

Maurício de Nassau foi responsável pela condução de boa parte das ações coloniais holandesas.

Maurício de Nassau foi responsável pela condução de boa parte das ações coloniais holandesas.

Após conseguirem consolidar seu projeto de conquista e ocupação do território colonial brasileiro, os holandeses passaram a tomar medidas que viabilizassem o alcance de seus objetivos de natureza econômica. Para tanto, contaram os membros da Companhia das Índias Ocidentais e resolveram convocar o conde João Maurício de Nassau para tomar as primeiras ações administrativas no espaço conquistado. Entre os anos de 1637 e 1644, a política colonial holandesa no Brasil esteve sob a tutela deste nobre.

Ao chegar às terras brasileiras, Nassau encontrou a produção açucareira completamente organizada e carente de diversas medidas que atendessem a demanda dos senhores de engenho. O estado desolador primeiramente observado foi consequência dos conflitos desenvolvidos no processo de invasão. Tal fato acabou motivando a fuga de vários proprietários para a Bahia, a fuga de inúmeros escravos e a destruição de várias unidades produtivas.

Dessa forma, boa parte das medidas empreendidas por Maurício de Nassau buscou a normalização da produção açucareira nordestina. Para que isso fosse possível, o administrador holandês concedeu crédito para que vários produtores pudessem reconstruir os engenhos e preparar novas lavouras de cana-de-açúcar. Além disso, convidou diversos representantes da elite local para participar dos órgãos administrativos e reaqueceu o fornecimento de escravos africanos na região.

Sob o aspecto militar, Nassau organizou uma investida que garantiu o controle sobre a província das Alagoas e tentou, em um segundo momento, ocupar a cidade de Salvador. Paralelamente, buscou superar as rotineiras crises de abastecimento ao obrigar os proprietários de terra a plantarem mandioca em uma quantidade proporcional ao número de pessoas que habitavam o engenho. Contudo, não podemos limitar o papel desempenhado por Nassau às esferas econômica e militar.

Preocupado em ter seu governo legitimado pelos colonos que estavam sob o seu domínio, Maurício de Nassau capitaneou um expressivo projeto de reforma urbanística. Instituiu a modernização do espaço urbano da cidade de Recife com a realização de várias construções de fundamental importância. De fato, a transformação daquele espaço foi acompanhada por várias outras medidas que demonstravam uma sensível diferença em relação à antiga administração lusitana.

Os holandeses permitiram que o comércio fosse livremente realizado naquelas regiões que tivessem recebido financiamento para a construção de engenhos. Com relação à prática religiosa, permitiram que qualquer tipo de crença fosse livremente exercido. Em consequência a tal política, foi nessa época que a primeira sinagoga judaica foi construída no território colonial americano, na cidade de Recife.

Outra interessante medida adotada pela política empregada por Maurício de Nassau envolveu a organização de missões artísticas e científicas que deveriam catalogar e registrar o espaço dominado pela Holanda. Nomes de grande expressão do cenário artístico-científico europeu, como Georg Marggraf, Frans Post e Albert Eckhout, realizaram um amplo leque de registros da fauna e da flora regionais.

Somente em 1642, momento em que a União Ibérica já havia chegado ao seu fim e a relação entre os colonos e holandeses se mostrava desgastada, esse período ímpar do Brasil Colônia chegou ao fim. Para que os holandeses saíssem do nordeste brasileiro foi necessária a deflagração de vários choques militares e uma série de negociações diplomáticas entre Holanda e Portugal.

Por Rainer Sousa
Mestre em História.




Maurício de Nassau - Show Da História - Canal Futura - B - YouTube

Nesse papo todo sobre a colonização, não podemos deixar de falar dos outros países europeus que ocuparam o Brasil! No 3º episódio, o convidado Maurício de Nassau fala sobre as ocupações holandesas no Nordeste.


EXERCÍCIO INVASÃO HOLANDESA


1- Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:

a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.

b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.

c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.

d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.

e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.

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